um pequeno e passageiro pássaro – na boca uma sede de mundo.
03/08/2007
"Quando é preciso despedir-se: Daquilo que sabes conhecer e medir, é preciso que te despeças, pelo menos por um tempo. Somente depois de teres deixado a cidade verás a que altura suas torrres se elevam acima das casas." (Nietzsche)
24/07/2007
Prefácio a um livro incompleto.
- Não. Este livro não. Ciência é coisa antiga. Este livro não. A humanidade é muito velha.
O que nos mata é a nossa ancestralidade.
Referências. Ausências inquietas.
Partir. Parir ao avesso a si mesmo outro.
O que nos afeta é o que nos afasta.
10/07/2007
silêncio insiste inconsistente paisagem - refaz outra passagem - indiferente e distraído híbrido sempre inconscientemente silencioso
destino? desatino de ser de trás pra sempre
29/06/2007
Desfazer-se das incontáveis contingências da continuidade desnecessárias à despercebida respiração periférica até que se esqueça o traço incerto do sofrimento até que se saiba a incompreensível diferença entre a intransponível solidão e o intransigente acaso do indefinível rumor-rumo-ruína
21/06/2007
tudo engana a falta de sentido dos espaços vazios: solidão
os navios em linha espalhados pelo sol brotam núvens que afundam azul: quase-sei a indizível palavra
reinventar o impossível, outro nome para nada: desconhecimento
14/06/2007
Sangra o sol depois da noite irrealizada
morre o próprio nome no limiar da esperança envelhecida