13/12/2007
30/11/2007
VITRAIS segunda parte
ISTO É UM FILME?
Isso é só um filme!
Quem disse?
Não é de fato real.
O que garante?
Se você desligar o aparelho, o real continua.
Você diz que real é isto que se dá: nós aqui conversando?
Sim. Tudo isso.
E que aquilo é só um filme, não-real?
Isso mesmo!
E se fizéssemos o contrário?
Como?
Se “desligássemos” isto que se chama “real”, o não-real continuaria?
Como assim?
Se morrêssemos, o “filme” continuaria?
Mas não teria ninguém para desliga-lo depois...
Então continuaria?
Por um tempo sim, até que acabasse a energia, ou alguém o desligasse.
E nós?
Mas ele não pode acabar por si só, decidindo-se por isso.
Nós podemos?
Claro que sim, isto é, suicidando-nos!
Você diz, se nós mesmos nos “desligássemos”?
Sim.
Então não haveria mais o real, nem o não-real?
Nós nos “desligaríamos” do real, mas ele continua.
Mas, para nós, o real não acabaria?
Sim.
Então, desligando o filme, ele não acabaria simplesmente para nós?
Possível.
Mas, se nos desligando do real, ele de alguma forma continua, o filme também
FIM
não continua?
Você está dizendo que o filme é real?!
Não. Só que ele continua.
Então, isso é um filme?
25/11/2007
17/11/2007
Há encontros que têm como causa algum equívoco, outros, uma grande incoerência (do destino, talvez); quando os dois, o desencontro se mostra como uma impossibilidade.
Não sei. Acordei pensando nessas coisas. Talvez não façam sentido algum, sejam um equívoco ou uma incoerência. Talvez não digam nada, talvez. Mas servem como lembrança de qualquer sensação ao acordar num dia chuvoso com uma imagem clara e ao mesmo tempo antiga de um sorriso em dias assim.





