Desfazer-se das incontáveis contingências da continuidade desnecessárias à despercebida respiração periférica até que se esqueça o traço incerto do sofrimento até que se saiba a incompreensível diferença entre a intransponível solidão e o intransigente acaso do indefinível rumor-rumo-ruína
21/06/2007
tudo engana a falta de sentido dos espaços vazios: solidão
os navios em linha espalhados pelo sol brotam núvens que afundam azul: quase-sei a indizível palavra
reinventar o impossível, outro nome para nada: desconhecimento
14/06/2007
Sangra o sol depois da noite irrealizada
morre o próprio nome no limiar da esperança envelhecida
repete repete repete o mar
menos o sol
(silêncio inquieto)
Tentei a letra de uma música. Depois, nem arrisquei ar entre os dentes, mudei de coragem. Sempre perco núvem como perco rumo.
03/06/2007
sobre tudo à frente sempre pedra ontem
ausências inquietas
sentido disso? que sentido?
veja (o homem é um
vazio afastado)
28/05/2007
cedo demais, o amor – sede de mar –, amarra a vida em vento
07/05/2007
perco o ar a meio caminho do pulmão perco o chão a meio passo perco a razão à mínima vontade
perco no ar a respiração perco o passo a meio chão perco a vontade e a verdade a meio caminho do não.